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Projeto de lei que visa modelo de gestão está em trâmite na Câmara de Vereadores (Foto: Divulgação)

  Projeto de lei que visa modelo de gestão está em trâmite na Câmara de Vereadores (Foto: Divulgação)

Hospital Ruth Cardoso está pronto sem previsão para a abertura

06 de Março de 2010 - 10:36 hrs.

Mesmo com a promessa de término das obras externas em menos de um mês, o Hospital Municipal Ruth Cardoso não tem previsão de abertura. Um projeto de lei, que tramita na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú desde novembro passado, aguarda votação para que o Executivo prossiga com os trabalhos, que visam o rápido funcionamento da unidade municipal de saúde.
O prazo para conclusão da parte externa da unidade de saúde foi dado pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Compur), Niênio Gontijo, ratificado pelo secretário de Obras, Valmir Pereira. De acordo com o secretário de Saúde, José Roberto Spósito, mesmo com a conclusão das obras de entorno, para a abertura da unidade hospitalar falta encontrar a parceria financeira, pois a Prefeitura, sozinha, não teria condições de arcar com os gastos mensais, estimados em aproximadamente R$ 1,5 milhão.
O secretário de Articulação Governamental, Marcos Weissheimer, diz que "o município depende da aprovação do projeto de lei, para que se possa tomar alguma providência no processo licitatório, para que seja repassado para uma entidade, para algum interessado na administração do hospital". Para ele, "alguns vereadores de oposição cobram, em seus discursos, a abertura do hospital, mas na verdade depende da atuação deles em aprovar esse projeto que está tramitando no Legislativo. Hoje, a questão do Ruth Cardoso encontra-se na Câmara de Vereadores para ser resolvida".

Alternativas para custeio
Uma das opções para quitar as despesas mensais do novo hospital, segundo Spósito, seria o município arcar com metade das despesas e o Governo do Estado entrar com a outra metade. Porém, mesmo com um ofício encaminhado ao governador Luiz Henrique da Silveira, pelo prefeito Edson Renato Dias, que relatava a necessidade e a importância da parceria, não se obteve um retorno oficial. "Já faz três meses que encaminhamos o pedido formalmente, mas ainda não recebemos nenhuma resposta", informa Spósito.
Weissheimer diz que existe a possibilidade de uma parceria com o Governo do Estado, para custeio do hospital. "Temos acompanhado, até mesmo pelas prestações anuais de contas do governo, que a Secretaria de Saúde do Estado tem ajudado diversos hospitais de Santa Catarina, inclusive mantem alguns (hospitais) regionais. Balneário Camboriú tem a necessidade desse apoio, de compartilhar os custos da despesa da abertura do novo hospital".
Quanto a especulações de que a saúde do município esteja prejudicada com o hospital fechado, Weissheimer diz que "não existe demanda negativa na Saúde, em Balneário Camboriú". O secretário reforça ainda que o Hospital Santa Inês, administrado pelo município de Balneário Camboriú, atende 100% da demanda da cidade. "(No Santa Inês) se atende todos os casos, seja alta, média e pequena complexidade", garante. Weissheimer diz que, além de atender Balneário, o Santa Inês se tornou uma referência regional. "Nós atendemos pessoas que vêm de Itapema, Camboriú e até de Itajaí".
O secretário garante que não há pessoas que, necessitando de atendimento, não sejam atendidas pelo Hospital Santa Inês. "Essa é uma preocupação muito grande da administração da cidade, pois com a obra toda do novo hospital, qual será a demanda que ele irá atender?", questiona ao destacar que com a abertura do Ruth Cardoso duplicará os gastos, "pois já temos despesas com o Santa Inês".
O procurador geral do município, Marcelo Freitas, diz que mesmo que o retorno do governo, em firmar a parceria de divisão de gastos do hospital, após a aprovação do projeto de lei na Câmara de Vereadores, será realizado um processo de licitação para a escolha de uma outra parceria. "De acordo com determinação do prefeito, de toda a sua administração, o hospital será aberto para a melhor prestação de saúde para os munícipes e para quem necessitar utilizar o hospital. Iremos tentar outras parcerias para solucionar esse vácuo de recursos que iremos ter, caso venha uma negativa do governo estadual", conclui.

Por: Jornal Tribuna Catarinense

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