Critérios para uma boa explicação evolucionista
Hoje quero alertar evolucionistas para três pontos teóricos que, ao meu ver, nem sempre recebem a atenção que merecem. Estes são: 1) Só podemos explicar variação, 2) Precisamos distingüir entre o que é e o que deve ser, e 3) Para entender a evolução de algo, devemos explicar tanto as suas origens como a sua sobrevivência.
Na realidade os dois primeiros ítens se aplicam a qualquer explicação, enquanto o terceiro se refere apenas a explicações evolucionistas.
Só podemos explicar variação
A ênfase acadêmica na teoria de sistemas e no estruturalismo tem dado a impressão de que não só podemos, mas também devemos sempre trabalhar com tudo. Isto tem criado algumas confusões quanto à nossa noção de causalidade. Dá-se a impressão de que precisamos sempre trabalhar com todas as causas dos fenômenos. Mas esta maneira de conceber a causalidade é pouco produtiva. Acho mais interessante acatar uma noção mais de acordo com as nossas noções inatas de causalidade que remetem a toda uma história de adaptação evolutiva. Em outro trabalho (Werner 1997) revisei a literatura psicológica sobre estas noções. Há dois pontos para salientar. Primeiro, observamos que a noção de causalidade parece ser universal, na medida em que existem palavras para "porque" em todos os idiomas até agora estudados. Além disso, o primeiro uso desta palavra por crianças aparece em toda parte aproximadamente na mesma idade. Isto sugere que o conceito de "causa" é fundamental no ser humano. Segundo, quando testadas sobre quais "explicações" realmente esclarecem as causas de diferentes fenõmenos, as pessoas não aceitam explicações baseadas em alguns critérios filosóficos como "antecedência no tempo", "contatos físicos", "condições suficientes" ou "condições necessárias". Em vez disso, optam por explicações (causas) que "dão conta da diferença", ou seja, as pessoas procuram "co-variação". Por exemplo, quando alguém pergunta porque o carro começou a andar, ele não está querendo saber das leis de inércia, fricção, e conversão de energia. Nem quer um grande discurso sobre o funcionamento de motores e engrenagens, Normalmente a pessoa simplesmente quer saber o que fez a diferença entre 5 minutos atrás quando o carro não andava, e agora, quando começou a andar. Dependendo da situação, a resposta poderia ser: "porque consertei a ignição," "porque o policial me mandou para frente", "porque decidí visitar a tia Maria".
O ponto importante aquí, é que sempre explicamos diferenças: "Porque aquí é assim e lá é assado?" "Porque alguns são mais e outros menos". Nunca explicamos fenômenos em si, mas sempre variações de algum aspecto de fenômenos. Sem esclarecer a variação que nos interessa, não temos explicação.
Gostaria de ilustrar este ponto com o exemplo do diabetes. Se perguntamos: "o que causa diabetes?" estamos perdidos. Nos vemos obrigados a especificar todas as condições necessárias e suficientes para a ocorrência da doença, e ficamos sem saber por onde começar. Nem sabemos quais espécies de animais deveriam estar incluídas na explicação. A figura abaixo resume uma pequena parcela dos problemas envolvidos.

Nesta figura distingüi apenas duas dimensões do problema genótipos e ambientes. Mas mesmo assim, seria difícil organizar estas dimensões. São um pouco como a biblioteca de Babel na estória de Jorge Borges. Esta biblioteca possui todos os livros possíveis de serem escritos em 200 páginas. Estão incluídos livros tais como a sua autobiografia (várias versões), instruções para fazer bombas, etc. O problema da organização destes livros é bem mais simples do que no caso de ambientes e genótipos possíveis. Mas para explicar "diabetes" em si, teriamos que especificar todos os ambientes e genótipos possíveis, para ver quais levam a diabetes e quais não. A tarefa é impossível.
Mas em vez de tentar explicar "diabetes", podemos fazer algo mais simples. Podemos tentar explicar porque, entre as pessoas delimitadas no quadro "A" da figura, alguns sofrem de diabetes e outras não. Aquí só queremos saber o que fez a diferença. Neste caso poderiamos identificar alguma diferença nos seus genótipos. Seria o caso, por exemplo, da diferença entre os índios Pima do sudeoeste dos Estados Unidos (que têm incidências altíssimas de diabetes hoje em dia) e os seus vizinhos anglos. Se tivessemos feito a mesma pergunta com a população no quadro "B" da figura a resposta teria sido diferente. Teriamos identificado alguma coisa no seu ambiente (comida, estresse, exercícios físicos, etc.) como responsável pela diferença. Seria o caso da comparação entre os índios Pima de hoje e os seus antepassados do século passado (com incidências baixíssimos de diabetes).
O importante disso tudo é deixar claro que só podemos explicar variações, e que sempre precisamos esclarecer o que estamos comparando antes de formular as nossas perguntas a respeito dos "porquês" de alguma coisa.
Distingüindo o que é do que deve ser
Durante muitos séculos miultidões de pensadores achavam que poderiamos encontrar fundamentos para princípios morais na própria natureza. Com uma visão idealista do mundo muitos argumentavam que ao pensar com bastante profundidade (ao nos "conscientizar") descobririamos que no fundo a Verdade (o que é) corresponde ao Belo e ao Bom (o que deve ser). Mas esta idéia não combina muito bem com a observação de que a natureza às vezes é extremamente cruel. Poderíamos, talvez, imaginar que no fundo esta crueldade seja boa, e que deveríamos nos deixar guiar por esta crueldade. O Marqués de Sade argumentava isto. Grandes empresários como Andrew Carnegie e John D. Rockefeller concordavam. Como Rockefeller pregava nas suas aulas de escola dominical :"O crescimento de grandes empresas é simplesmente a sobrevivência do mais apto... Isto não é uma tendência má dos negócios. É simplesmente a realização de uma lei da natureza e de uma lei de Deus."
Mas, uma das grandes contribuições de Darwin foi justamente mostrar que não há nenhuma razão para pensar que o que é natural seja bom. Aliás, a hipótese de uma natureza "boa" "por natureza," simplesmente atrapalha o nosso entendimento da evolução. Podemos mais facilmente dar conta da orígem de diferentes formas de vida se evitamos a noção de que existem formas ideais ou perfeitas de espécies. Não podemos esperar encontrar princípios morais no processo absolutamente amoral de evolução.
Pela mesma lógica não há nenhuma razão para pensar que o que é "desnaturado" seja mau. Muito pelo contrário, muitos têm visto o natural como algo "mau" especialmente quando se trata da "natureza humana". O ser humano é pecaminoso "por natureza" diz o Credo. Ao pesquisar a questão da homossexualidade na história europeia, o etólogo alemão, Volker Sommer, mostrou a inviabilidade de argumentos que ligam a natureza com o moral. Ele descobriu que em diferentes épocas haviam pessoas que elaboravam todos os argumentos possíveis: 1) que a homossexualidade é natural (comum em animais), logo é ruim, 2) que a homossexualidade é natural, logo é boa, 3) que a homossexualidade é anti-natural, logo é boa, e 4) que a homossexualidade é anti-natural, logo é ruim.
O problema de ligar o que é com o que deve ser toma várias formas. Primeiro, há a "falácia naturalista" -- um erro que consiste em concluir que, se uma coisa é natural, logo ela é boa. Segundo, há a "falácia relativista". Neste caso, se conclui que se um grupo, de fato, aceita algumas normas como certas (isto, é, as regras são assim) então nós temos que respeitar isto e concluir que as regras devem ser assim. Terceiro, há a "falácia moralista", que faz o caminho inverso e conclui que, se uma coisa deve ser de um jeito, então, ela de fato é daquele jeito. Por exemplo, se conclui que o valor de um objeto deveria vir do trabalho investido nele. Logo se conclui que o valor de um objeto, de fato, vem do trabalho investido nele. Ou se conclui (como fez Lysenko) que a teoria de seleção natural vai contra os princípios morais do comunismo, logo a teoria não pode estar certa.
Ao elaborar ou criticar teorias evolucionistas as pessoas sofrem tentações grandes para cometer um ou mais destas falácias. Os proponentes da evolução às vezes (muito menos do que os críticos supõem) cometem a falácia naturalista, e os críticos muitas vezes caem nas falácias moralistas e relativistas.
Origens e sobrevivência nas teorias evolucionistas
O algoritmo da seleção é uma das mais geniais leis jamais inventadas pela natureza (ou talvez melhor, por nós, tentando explicar o universo). Ousaria dizer que é a maior fonte de criatividade do universo. Também são importantes as outras leis da natureza como os maravilhosos vetores de atração, teorias de sistemas, e de complexidade, efeitos quânticos, etc. Mas a seleção natural é mais básica. Alguns físicos têm se admirado de que se os números do universo (constante de Planck, número natural, etc.) fossem só um pouco diferentes, então o universo como nós o conhecemos teria sido impossível. Talvez seja verdade. Talvez alguma vez tenham surgido outros universos com outras leis. Se os físicos têm razão, estes outros universos devem ter sumido. Só ficaram aqueles universos com leis que os ajudassem a sobreviver e talvez se reproduzir. Ou seja, a seleção natural pode estar por trás das próprias leis do universo!
O algoritmo de seleção é surprendentemente simples. Consiste em apenas duas regras que se repetem constantemente:
1 Reproduza "clones" com pequenas variações
2. Selecione algumas destas variações para reprodução futura
Neste simples algoritmo jaz toda a gloria, poder e honra do universo. Diferente das outras leis do universo, este algoritmo depende de um elemento de casualidade, e nesta casualidade aparecem as coisas novas, inesperadas.
A idéia de seleção natural nunca foi fácil de aceitar. Parece violar nosso senso de moral. Na época de Darwin, caracterizada pela fome da batata e uma frugalidade ferrenha, a seleção natural deve ter aparecido escandalosa. Afinal, este algoritmo implica em muito desperdício. Se criam muitas variações para depois jogar a grande maioria fora. Cómo a natureza poderia ser tão gastadeira, tão perdulária, tão imprudente! É como achar uma agulha num palheiro. Podemos simplesmente pôr fogo no palheiro, mas parece imoral gastar a palha toda. Hoje, na nossa sociedade de descartáveis talvez esta idéia seja mais fácil de engolir.
Claro que todo este racicíonio ligando o natural com o moral decorre das falácias naturalista e moralista, mas as pessoas nunca se mostraram muito preocupadas com este problema. Talvez por sermos uma espécie tão social, temos uma tendência a projetar na natureza (e em Deus) os nossos próprios anseios sociais. Assim, a natureza começa a se governar por leis codificadas quando nós também o fazemos. Lembro que a própria frase "sobrevivência dos mais aptos" se originou de uma análise de empresas capitalistas. As nossas metáforas vão quase sempre do social para o natural, e não no sentido contrário.
O algoritmo de seleção é mais conhecido pela sua atuação na biologia, mas também funciona em outras esferas da vida. Por exemplo, é essencial no comércio. Quando Henry Ford projetou o seu primeiro automóvel, imaginava que faria melhor produzindo apenas um tipo de carro o "Model T". Ao mesmo tempo, a General Motors resolveu começar com uma variedade de automóveis para gostos e bolsos diferentes. Não levou muito tempo para Ford perceber o erro da sua estratégia. As diferenças nas vendas dos vários modelos da General Motors deram a esta empresa um bom guia para saber que tipos de novos modelos inventar. Com apenas o Model T, Ford não sabia por onde ir. Ford logo adotou também a estratégia de manter sempre vários modelos no mercado continuando a inventar variações sobre os modelos mais bem sucedidos, e eliminando os modelos menos vendidos.
A ciência também depende muito deste algoritmo. Tenta-se elaborar várias teorias alternativas para explicar fenômenos. Continuam apenas aquelas teorias melhor sucedidas nos testes aos quais os cientistas submetem as suas idéias. Criam-se então novas variações teóricas em cima das teorias antigas. Da mesma maneira que erros na reprodução de DNA produzem variações para seleção futura, assim erros na reprodução de idéias de cientistas também levam a novas variações para seleção. Eis, então, um conselho didático: É improdutivo exigir que alunos reproduzam exatamente as teorias dos outros. Um pouco de variação (mesmo proveniente de malentendidos) é salutar. Confesso que nunca gostei de disciplinas organizadas em torno de autores (curso Freud101, etc.) Acho muito melhor organizar disciplinas em torno de problemas/temas (Distúrbios de Disposição 101, etc.)
Mas é na biologia que a seleção natural mais têm mostrado o seu valor. Não se trata apenas do seu papel na evolução das espécies, mas também em outros processos biológicos como na ontogenia do cérebro (onde os neurônios são eliminados num processo de seleção), ou no funcionamento do nosso sistema imunológico. Neste sistema, os linfócitos T e B produzem grandes variações de receptores que atraem diferentes antígenos (vírus e bacterias). Os linfócitos selecionados pelos antígenos se reproduzem (com variações!) enquanto a grande maioria dos linfócitos não atraem antígenos e desaparecem.
O primeiro e principal uso do algoritmo de seleção natural foi na explicação da evolução da diversidade biológica. Embora o algoritmo dependa de duas regras, os pesquisadores de diferentes escolas têm enfatizado uma ou outra. Em particular, os ingleses e americanos têm enfatizado a segunda regra que lida com seleção, enquanto os franceses e até certo ponto os alemães têm enfatizado a criação de variantes. Isto é, os americanos e ingleses têm se perguntado sempre "por que seria selecionado?", enquanto os franceses tem se interessado mais na questão "como se modificam estruturas?", Na realidade, esta diferença nas duas culturas antecede a teoria de seleção natural.
Pelo menos um século antes de Charles Darwin, os ingleses já enfatizavam como cada pedaço dos corpos dos animais servia a algum fim específico. Este interesse surgiu da "Teologia Natural" de teólogos e naturalistas como William Paley que argumentavam que encontrariamos evidência para a existência de Deus na própria natureza, não somente na Bíblia. Esta evidência consistia na adaptação perfeita dos seres vivos ao seu ambiente. Da mesma maneira que um relógio só poderia ter sido planejado por uma inteligência superior que pudesse conceber o complexo funcionamento das suas partes, assim só um Deus poderia ter projetado os seres vivos, que são muitíssimo mais complexos e funcionais que um relógio. Os naturalistas se concentravam, então, em esmiuçar as complexas adaptações dos diferentes animais ao seu ambiente.
Enquanto os ingleses viam na natureza evidência para a existência de Deus, os franceses e alemães viam evidência para uma filosofia idealista na qual o Belo se junta com o Verdadeiro. Esta união se dá através de Formas Ideais que se transformam para produzir muitas variações. Os filósofos gregos já tinham demonstrado a existência destas formas na música, e outros fenômenos. Agora os alemães e franceses passariam para uma "Filosofia Natural" na qual buscariam também as Formas Ideais por trás dos seres vivos. O poeta-naturalista Goethe chegou a viajar para Itália em parte para buscar uma protoplanta que seria um prototipo da Forma Ideal de uma folha, da qual todas as outras folhas se derivavam. Os naturalistas passavam a maior parte do seu tempo trabalhando com anatomia comparada e com embriologia numa tentativa de esmiuçar como as formas se transformam.
Hoje os biólogos, como os cientistas sociais, se interessam mais pelo comportamento dos seres vivos. Mas os anglo-saxões continuam a se interessar pela sua adaptação aos meios ambientes e sociais, enquanto os franceses e alemães se interessam mais pelas transformações de estruturas no comportamento de um animal para outro. Os sociobiólogos anglo-saxônicos elaboraram teorias geniais (e testáveis!) para explicar uma grande gama de comportamentos que, à primeira vista, não pareciam nada adaptados. As teorias do "gene egoísta", de "seleção de parentes", "teorias de jogos", e noções como "estratégias evolucionariamente estáveis", têm contribuído muito para o pensamento evolucionista, mas todas estas idéias lidam apenas com a segunda regra do algoritmo de seleção. Explicam como diferentes comportamentos conseguem sobreviver. De novo, são os alemães e franceses que têm trabalhado mais a primeira regra que explica a origem das variações. São sobretudo os estudos etológicos comparativos que se iniciaram com os trabalhos de Lorenz, Frisch e Tinbergen que tratavam desta questão. Estes pesquisadores queriam saber como se constroi a cognição. Tenta-se distingüir exatamente o que diferentes animais conseguem e não conseguem fazer, geralmente usando testes nos quais tenta-se "enganar" o animal fazendo com que confonde objetos inertos por seus filhos, etc. A partir da comparação de diferentes animais pode-se entender melhor como cognições mais complexas poderiam evoluir.
Mas belas estruturas não valem nada se não se adaptam aos meios ambientes e sociais. E belas adaptações não podem surgir do nada. Precisamos entender como se construíram, passo a passo. Trata-se de um processo semelhante àquele jogo no qual se transforma uma palavra (por exemplo, "belo") em outra (por exemplo, "tudo"), mudando apenas uma letra de cada vez (o que mostra as relações estruturais), mas com a ressalva de que cada mudança tem que resultar numa palavra que realmente existe (a questão da adaptação) (por exemplo, "bela", "bola", "tola", "toda" "todo", "tudo"),
Ao elaborar explicações evolucionistas precisamos prestar mais atenção tanto à questão da origem da variação (questões estruturais), como à questão de como certas características conseguem ser selecionadas para futura reprodução (questões de adaptação).. Acredito que há um maior empenho neste sentido hoje, mas ainda são poucos os estudos que lidam com estas duas partes do algoritmo de seleção.
Evolucionistas e seus críticos
Me concentrei nestes três pontos porque tenho visto muitos mal-entendidos. Como sempre, os críticos dentro e fora da evolução salientam os pontos fracos dos outros, e esquecem os seus pontos fortes. Mais do que apontar falhas, precisamos aproveitar o que há de valor em cada ponto de vista. Pessoas que criticam pesquisas "monocausais" esquecem o grande valor que estes estudos têm demonstrado ao isolar fatores que realmente fazem uma diferença, e que podemos aproveitar. Não precisamos entender "todas" as "causas" de uma doença para dar um jeito de eliminá-la. Muitas vezes basta achar "uma causa". Isto não quer dizer que não haja outros fatores a examinar. Precisamos apenas entender quando se deve falar da interação entre muitas causas, e quando vale mais buscar uma só.
Da mesma maneira ninguém duvidaria de que precisamos analisar bem o que é, e que precisamos também pensar no que devemos fazer. A decisão final sobre o que devemos fazer escapa da questão do que é. Mas se chegamos a alguma conclusão sobre o que queremos fazer, a análise do que é, nos dá mais condições de descobrir como fazé-lo. Por exemplo, se achamos que devemos aumentar o bem estar das pessoas (uma questão do que deve ser), vale a pena analisar bem os fatores que causam bem estar (uma questão do que é).
No caso específico das teorias de evolução, testemunhamos uma divisão algo artificial entre os "adaptacionistas" e os "estruturalistas". Espero ter deixado claro aquí que ambas as questões são necessárias para um bom entendimento da evolução. Dizer que uma é mais importante que a outra fica sem sentido. Avanços nas duas questões são muito bem vindos.
Prego, então, uma maior atenção às idéias alheias. Se, em vez de passar o nosso tempo tentando derrubar os outros, buscarmos o que há de valor, poderemos avançar com muito mais segurança e tranqüilidade.